domingo, 1 de abril de 2012
domingo, 28 de agosto de 2011
IRMÃS DE NINHO
Efeito de tipos de acasalamentos e razões sexuais na seleção baseada no BLUP1
Elizângela Emídio CunhaI; Ricardo Frederico EuclydesII; Robledo de Almeida TorresII; Paulo Sávio LopesII; José Ivo Ribeiro JúniorIII; Pedro Crescêncio Souza CarneiroIV
Introdução
Em situações reais, no melhoramento animal, ao se definir uma estratégia de seleção visando maiores respostas genéticas, no menor intervalo de tempo, fatores relevantes como: os tamanhos real e efetivo da população, a intensidade e a acurácia da seleção, o método de seleção utilizado, o tempo total de seleção, os sistemas de acasalamentos praticados, além do conhecimento da própria característica considerada na seleção, são fundamentais. Na maioria das vezes estes fatores se relacionam, e, não raramente, há entre eles relações antagônicas (Muir, 1997), que dificultam a otimização do processo de seleção.
Avanços em tecnologias reprodutivas tais como transferência de embriões e fertilização in vitro, em populações comerciais de animais domésticos, têm chamado a atenção de pesquisadores, pois, apesar de proporcionarem rápido progresso genético, conduzem à alta intensidade de seleção e, conseqüentemente, a altos níveis de consangüinidade. Estima-se que, aproximadamente, 50% dos mais de 5.000 touros holandeses jovens submetidos anualmente ao teste de progênie, no mundo, sejam filhos dos dez melhores touros usados de forma intensiva em diferentes países (Weigel, 2001).
Se a seleção ocorre no médio e longo prazos, Falconer & Mackay (1996) destacaram a importância de se considerar a depressão por consangüinidade, que, neste caso, reduz a variabilidade genética e, conseqüentemente, a resposta obtida. Meuwissen & Woolliams (1994) definiram os efeitos detrimentais da consangüinidade como: redução da variância genética aditiva, o que reduz as taxas de respostas e os valores do limite da seleção para a característica alvo de seleção e outras; depressão por consangüinidade para a característica sob seleção, se os efeitos genéticos são não-aditivos; e, finalmente, depressão por consangüinidade na adaptação do animal.
Smith et al. (1998), em estudo recente com bovinos de leite da raça holandesa, relataram que 1% de aumento no coeficiente de consangüinidade das vacas resultou em perdas de 37 kg de leite, 1,2 kg de gordura e 1,2 kg de proteína por lactação, além de atrasar a idade ao primeiro parto em 0,4 dia, aumentar o intervalo de partos em 0,3 dia e reduzir o período de vida produtiva em 13,1 dias.
Levando-se em conta esses efeitos prejudiciais no processo de seleção, o grande desafio passa a ser o de reduzir as taxas de consangüinidade a níveis aceitáveis, no decorrer das gerações ou, de outra forma, tentar otimizar ganhos genéticos em níveis pré-determinados. Segundo Alcalá et al. (1995), taxas de consangüinidade superiores a 10% podem ser perigosas, pois colocam em evidência alguns genes recessivos indesejáveis.
Nesse sentido, diversas estratégias de seleção têm sido propostas, no intuito de otimizar o uso da variabilidade genética em populações de animais domésticos selecionadas e, com isso, assegurar maiores taxas de respostas à seleção, sobretudo no médio e longo prazos, minimizando-se os efeitos prejudiciais da elevação nos níveis de consangüinidade. Relatam-se, na literatura, práticas de acasalamentos não-aleatórios entre os pais selecionados: acasalamentos do tipo fatorial (Woolliams, 1989); acasalamentos com parentesco mínimo, empregando-se programação linear (Toro et al., 1988); e acasalamentos compensatórios (Santiago & Caballero, 1995). Em outras estratégias, impõe-se limitação no número de irmãos selecionados em cada família (Toro & Perez-Encizo, 1990) ou, ainda, predefine-se o valor do parentesco médio entre os indivíduos selecionados (Meuwissen, 1997).
Grundy et al. (1994) combinaram métodos de seleção e tipos de acasalamentos em seu estudo, avaliando, com destaque, o uso de herdabilidades viesadas na seleção baseada no BLUP com uso do modelo animal, em associação ao acasalamento do tipo compensatório. No entanto, segundo Caballero et al. (1996), os tipos de acasalamentos não-aleatórios têm sido pouco investigados.
Este estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar diferentes tipos de acasalamentos entre animais escolhidos com base no BLUP para pais da próxima geração, quanto aos valores fenotípicos médios e de consangüinidade média, ao longo de 50 gerações de seleção.
O motivo dessa postagem foi evidenciar o uso criterioso da consanguinidade como estratégia de seleção no processo de evolução do "standard" dos periquitos de exposição. Espero que essa publicação nos ajude a continuar progredindo nesse processo.
Grande abraço!
Glaucco.
domingo, 12 de junho de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
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